sexta-feira, 13 de agosto de 2010

porque os homens não ligam?


Noitada, troca de olhares, aproximação, beijo na boca. Interesses em comum, promessas recíprocas, troca de telefone. "vmanhã eu te ligo...". Você vai embora feliz, e eu não consigo acreditar; seja sincera, nem você acreditou. essa é a regra. ué, essa é a regra? comecemos de maneira genérica, porém diretas: é fato que homem tem fobia a telefone. falo por experiência própria, não de homem, mas de um dia ja esperou uma ligação, hihi. A primeira coisa que eles pensam quando atendo o telefone, é no momento que desligarão, como se fosse uma barata na versão feminina, mas este não se mata com uma chinelada. "mas porque ele pegou o telefone se não ligará?" pergunta complexa, respostas? mil. podemos iniciar pela desculpa mais "bonitinha": o cara simplesmente esqueceu. É, esqueceu. não é possível? é perfeitamente possível! você sabe o que o garanhão fez antes de esbarrar contigo naquela pista de dança extremamente cheia, por volta de duas da manhã? e aquela coincidência chata, o telefone tocou, o amigo passando mal. então, como um super herói, seu Don Juan vai acudir o amigo,ou será uma " amiga"?Enfim, é embalado por aquele pop-chiclete: "valeu, foi bom, tchau!". nesse ritmo mesmo, micareta, atrás do trio elétrico. Pode ser que te ligue, mas ainda está ligando para a décima segunda; calma, sua hora ainda vai chegar! não há como não mencionar um fator principal nesse assunto: o álcool. sejamos sinceras, neste caso, pesa para os dois lados. porque ele levou quase meia hora pra anotar o seu número? na verdade,ele via três de você, imagina quantos números haviam naquele telefone? assim, no dia seguinte, mergulhado naquele mar de ressaca, apenas por curiosidade, resolve fuçar a agenda do celular e, inexplicavelmente, surgem alguns novos contatos, como num passe de mágica. "de onde surgiram esses nomes?" , é sempre o primeiro pensamento. Depois dessa, nao há mais o que esperar, certo? mas seja sincera, se você não estivesse naquele tão alto grau de ebriedade, jamais daria o número para aquele sujeito esquisito, contador de histórias, sem papo. nesse caso, o efeito é reverso. Você reza para o estrupício não te ligar. Mas esse, logo esse! - te liga. bem, boa sorte! mas justiça seja feita aqui: A culpa nem sempre é exclusivamente do homem, há exceção. qual? a troca de telefones, cumulado com um tantinho de má sorte. no dia posterior, feliz em te conhecer, o rapaz quebra todos os protocolos exitentes e te liga; porém, justamente no horário da sua aula de dança. Logo após, você vê a chamada e retorna, mas precisava ser na hora do futebol? DANOU-SE. "ligar de novo? não mesmo!" Quem é o mais orgulhoso? Pouco importa, no final das contas chegarão juntos no mesmo lugar: nenhum. Não sou a favor daquele papo de que a noite não serve pra conhecer alguém interessante, pra mim qualquer lugar é lugar. e porque não se dar essa chance? acredito que um simples sorriso valha mais que cinquenta maneiras diferentes de ter contato com você; o telefone dever ser apenas um coadjuvante, ou seja, apenas para auxiliar, complementar dos protagonistas. mas se o cara não te ligar, não tem problema, sabe aquela festa? vai lá, e com certeza aguem pedirá novamente seu telefone!

amor não se pede


Se implorar resolvesse, ela jura que não se importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo; uma loucura qualquer, se ajudasse, ela faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo: pularia pelada de bungee jump. se chorar desse resultado, ela acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer espírito. Mas amor não se pede, imagine só “ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de piedade, porque eu estou aqui, mesmo sem sua presença!” Não, não dá pra dizer isso. ”Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme, porque eu estou aqui me acabando por ter minha presença notada” .Definitivamente, não...melhor não. Amor não se pede, é uma pena. É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira. É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Uma expressão altista de quem constrói sozinho sonhos.
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ‘ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar
e vir logo resolver meu problema?' Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei. Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar, o encanto de dois casais enamorados. Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta. Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa. É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar. É triste lembrar como ela ria com ele. Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele sabe, ele sabe.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

o dia que te perdi


Hoje eu acordei com medo de te perder nos sonhos, na vida real eu ja tenho certeza que nao o tenho mais. tudo era meio sem graça e nem te ter ao meu lado consolava, quase um pesadelo em tempo real; algo quase instintivo que me fez me doar menos, me sentir menos, ser menos. esse foi o dia que te perdi, fechada no meu prórpio casulo. O fogo dessa paixão já havia enfraquecido a tempos e nesse momento o único questionamento era saber quem apagaria a chama definitivamente. mas eu te perdi pelos motivos errados, não foi falta de amor nem muito menos uma rotina inesperada; foi eu que acordei com medo e meus sentidos iam no compasso em que o dia se passava, fui me tornando fria e com medo de sofrer. Foi quando eu te perdi de vez! tentando me proteger perdi quem me protegia e agora eu jogo toda a culpas a mim mesma, eu sou toda olhos e ouvidos dos que não são correspondidos e a ferida continua a sagrar. talvez eu não mereça ser feliz, a felicidade deve ser mesmo o luxo dos idealistas. como descrever a falta que você me faz? :/ na verdade você já não sabe mais se tenho medo de chuva, na verdade, você nem sabe quando chove por aqui, no meu mundo. Não sabe se ainda continuo paranóica em querer sempre ser mais magra, se ainda como milhões de chocolates e depois me sinto culpada,se mantenho o meu cabelo escuro, se ainda amo viajar e se fico com cara de boba quando vejo filmes romanticos(...) É, o meu anjo não sabe mais dos meus medos, das minhas angustias, das minhas consquistas, muito menos dos meus momentos tão doloridos de silêncio, onde o que eu mais queria era o abraço dele, que fazia com que todos os meus pensamentos sumissem. você se foi, foi conhecer lugares novos, pessoas novas, ter novas experiências; foi atrás do que você achava que era certo. Há muito tempo tu se foste e eu fiquei parada no tempo, estagnada, vivendo dias iguais, tentando buscar formas alternativas de felicidade.
"Para não pensar na falta, eu me enchi de coisas por ai. Me enchi de amigos, bares, charmes, possibilidades, livros, músicas, descobertas solitárias e momentos introspectivos andando ao sol. E todo esse resto de coisas, deixou aos poucos de ser resto e passou a ser a minha vida. "
Enfim, consegui enxergar que toda a dor da sua ausência , que todo esse medo de me envolver com um outro alguém pra não me machucar novamente, eram proteções que eu mesma criava para manter a vida morna que eu insistia em levar. Era tão estável viver os dias de maneiras iguais que não me dei conta que a felicidade não consegue entrar em portas fechadas. hoje sei que ninguém é substituivel e que eu posso vir a gostar de outra pessoa, com mais ou menos intensidade, não importa, mas de uma maneira diferente. Que as pessoas não são iguais e que eu posso encontrar a minha excessão, mesmo teu tendo perdido meu anjo!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

por mim mesma


Se eu fosse escolher uma palavra que não gostasse, em todo o dicionário, provavelmente seria "estereótipo". é definida como uma palavra invariável, inalterável, fixa, ou seja, não muda. Sempre a mesma coisa, ontem hoje e sempre! poxa que marasmo, que inércia. sentidos mil poderíamos aplicar, mas acredito que a mais cabível seria também a mais simpls: "definição". Dizem que quem se define, se limita, mas eu iria mais além. não apenas se limita, se diminui, se "anda pra trás", se "isso eu não posso". RESUMINDO: se envergonha; mesmo que não perceba. umas das perguntas mais covardes que já inventaram foi "quem é você?". e, por vezes, nos vemos na obrigação de responder. qualidades? Mil. defeitos? mais mil. mentira? Jamais. apenas tentamos, inutilmente, responder algo que não há resposta. Há quem use de alguns artifícios para buscar a solução: fotografia? é pouco, quase nada, pois todas cegas, surdas e mudas, servem para recordar, para o "pra trás", nunca será um retrato teu. e o que dizer de um espelho? pode passar horas e horas a frente de um, jamais o refletirá. Objetos e mais objetos, nenhuma definição. Fotografia eu guardo em um baú, na minha casa não há espelhos e adjetivos eu chamo é de pleonasmo.
Quem sou eu? Não sei, graças a Deus! o dia que souber, não haverá mais nada a fazer. FIM! serei mais um exemplo da palavra mais temida por mim e isso eu me recuso; que dessa esquizofrenia eu jamais me cure. você é capaz de difinir-se? d.u.v.i.d.o! céus, será que nunca seremos nós mesmos? quer saber? TOMARA (yn)

sábado, 24 de julho de 2010

Momentaneo fim do mundo


esse final de semana foi um pouquinho diferente. Comecei a sexta-feira incumbida de uma missão: resgatar um amigo que estava no fundo do poço, mas fundo mesmo, a ponto de quase não reconhecê-lo. confesso ter ficado bem asustada, mas ao dizer-me o motivo, não havia o porquê. tinha terminado o namoro, alias, ela tinha!
Término de namoro é queda livre. o mundo gira ao contrário, e aquele encharcado travesseiro, que trata de secar suas lágrimas, passa a ser seu melhor amigo. os mais fortes resgatam energia e enchem a cara no bar, mas no dia seguinte retornam ao travesseiro, e com o dobro da intensidade. terminar namoro é sentir-se perdido, desmotivado, afinal, você tinha planos com aquela pessoa, e planos a longo prazo. Namorar aguardando o término, me desculpe, não é namoro. quem namora faz planos para a eternidade, mesmo que não conte ao outro, e isso independe da idade, olha só: quem namora aos quinze faz planos de fugir com o amado mediante aquela desastrosa promoção que o pai recebera pra trabalhar em outra cidade; quem namora aos vinte e cinco já folheia os classificados sonhando com o primeiro imóvel, e os mais apressadinhos já escolhem os padrinhos; quem namora aos trinta e cinco passa boa parte do dia pensando na melhor forma de convivência do amado com seu filho, debaixo do mesmo teto. Namorar é se imaginar já bem velhinho, naquele almoço de domingo, cercado de filhos, netos e bisnetos, e quando isso não ocorre, é interrompido no meio do caminho, a tragédia é certa.
Você muda o número do celular, mas olha umas setenta e quatro vezes ao dia, aguardando uma ligação dele, nem que seja uma mensagem desaforada. coitado daquele seu amigo homônimo, sua simples presença já é motivo de lembranças. tudo não passa da vontade de crer que o amor não se pôs, por mais jogo duro que tu faças com si mesma. Olhar pra trás e emendar com o presente e com o futuro, não querer dizer que tudo aquilo fora em vão, que seus planos não deram certo. Mas não é necessário ir muito além pra enxergar que, de fato, aquele namoro não foi à toa, e que seus planos não foram em vão, e sim adiados para retornarem mais fortes em novos alicersses. basta enxergar só um pouquinho mais atentamente pra observar que o amor guarda surpresas.
aaaaaaah, o amor, esse danado :: faz você passar por cada uma, tudo na intenção de te testar e fazer com que o melhor de ti aflore. Gosta de te instigar, parece um diretor entrevistando um assustado aluno, mas na melhor das intenções. seu namoro não terminou porque vocês brigavam demais, moravam longe ou porque havia outra, nem porque ela era nova demais e você tinha experiência demais...terminou porque o amor já conseguiu juntar tudo o que precisava de você naquele momento e colocou num potinho, assim como fez em seus outros relacionamentos, e no momento que esse pote transbordar, o amor retornará, e dessa vez pra ficar. Amor, faz você pensar que seu mundo despencou , quando na verdade, ele foi é dar uma volta por aí e peneirar a pessoa que se encaixa direitinho a você, que roubará seu coração ao invés de pedir emprestado, que você dará o primeiro pedaço do bolo do seu aniversário de setenta anos, e assim verá que amor perfeito necessita treino, e terminar namoro não é regredir, e sim dar um passo a frente. Costumamos dar mais valor àquilo que conquistamos com suor, ela não dará o verdadeiro valor até te perder e ter de correr atras com suas prórias armas. ou você se atreve a dizer que amor não é conquista?

sexta-feira, 23 de julho de 2010

confissões de uma preguiçosa


Pretendo ser o mais breve possível. só o fato de pensar em preguiça já me fez bocejar quatro vezes. esse lance de escrever é muito cansativo, aliás, tudo é muito cansativo. Não é a toa que passamos boa parte de nossa vida na cama. e quando não há cama, pode ser no banco do ônibus, trancado no banheiro da escola e, pra quem pode se dar ao luxo, na classe escolar. E até quem não pode... Tem gente que tem a cara de pau de chamar de doença. aaah, se todas as doenças fossem assim...poderíamos chamar de um "descanso às avessas", você descansa antes mesmo de se cansar. Se é que vai se cansar! Isso chama-se precaução, e não "preguiça"! que mal há em se jogar no sofá e por ali ficar a tarde inteira? na verdade, há algo de ruim sim: telefone e campainha. Sinto muito, mas daqui não saio, daqui ninguém me tira! "tente mais tarde, obrigado." se todos os dias pudessem ser assim. Segunda-feira, dia fúnebre. "bom dia? bom seria se eu estivesse em casa!" respondi ao meu meu colega semana retrazada. Por pensamento, mas respondi. Sejamos sinceros, o que há de bom nesse dia? ainda somos obrigados a ouvir as mentiras alheias perto do final de semana. É um dia pra lamentar, e só nao digo "pra esquecer" porque retornará dali a sete dias. Preguiça também possui seus sinônimos, vamos combinar: prefere ser chamado de ocioso ou de preguiçoso? mas há também o outro lado da situação, embora não concorde. Preguiça é eufemismo pra vagabundagem; acho isso uma maldade. outro dia ouvi de um professor: "pra início de conversa, preguiça é bicho que fica pendurado em àrvore, e vagabundo é aquele cachorro que come a comida de seu dono!" Se não valeu pra procedir, foi no mínimo criativo. agora, sejamos sinceras, injustiça maior não há: rotular o baiano de preguiçoso. Saio em defesa desse povo gente boa, sem puxa-saquismo, apenas baseado em fatos: assista um show na Bahia ou de algum cantor baiano (se for assistir, veja um show de claudia leitte, fato, hihi). Ao começar com "tira o pé do chão!", já dá pra imaginar o que lhe aguarda. "Eu vou atrás do trio elétrico..." e isso dura por horas e horas. carnaval na Bahia equivale a academia mais bem equipada e cara que conhecemos. é o único show que você corre atrás do palco! Admita, quem é o preguiçoso da história? depois, não podemos esquecer que estamos tratando de um dos sete pecados capitais. Já me enxergo carimbando a passagem pro andar de baixo. Pecadora nata, tenho que admitir. mas não estou sozinha, a fila deve dar voltas naquele quarteirão em chamas. E o diabo que fique esperto, quero ver levar esse bando de preguiçosos lá pra baixo. "Pecadinho bobo, fica por aí. mesmo...". Até o capeta anda preguiçoso! a preguiça é inimiga da saúde, do trabalho e do despertador. não gosta de dançar aos domingos, e adora uma (ou muitas) cerveja a beira da piscina, de preferência naquelas bóias em forma de colchão. nos traz malefícios, é preciso ser combatida. MAS DEIXA PRA DEPOIS...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

o homem que não queria amar


Lembro dele dizendo ser controlador de suas emoções. dei aquela risada amarela, aguardando que ele desmentisse, mas fez questão de reafirmar. tudo bem, cada louco com sua loucura, mas ele foi além, disse que controla sua vontade de amar, aqui, na palma da mão.tratava-se de um belo homem. Não era unanimidade mas, no mínimo, maioria simples. ouvia Adriana Calcanhoto, Djavan, Marisa Monte, e ai de quem chegasse perto dele cantando algum funk ou um "Rebolation" da vida. "Ô, musiquinha de gente sem cultura!", dizia em alto e bom tom. amigo de minha de mãe, era fã de carteirinha de cinema, dizia que os filmes de suspense eram sua inspiração, mas também apreciava o bom "jorra-sangue". sou obrigada a dizer que, do alto de seus vinte e poucos anos, era uma das pessoas mais seguras que conheci... Mas como ninguém é perfeito, não demorei pra perceber seu ponto fraco: RELACIONAMENTOS. pretendentes haviam, e não eram poucoas. possuía predicados suficientes pra chamar atenção de qualquer mulher. poucas vezes passava o sábado a noite desacompanhado, mas raramente ultrapassava esse limite imposto por ele mesmo. dizia que não era o momento, não queria se apegar a ninguém, haviam coisas mais importantes. Foi nesse momento que flagrei-me divagando: Ora, há algo mais importante que amar? Que homem era esse que tinha o dom de fazer o amor de fantoche? Como alguém conseguiria controlar um sentimento tão incondicional como esse? dizia pro amor voltar amanhã, na semana que vem, ou se possível, só em 2086. Ele seguia o caminho inverso, e bajulava-se por isso. não era minha intenção, e sei que se meter em vida alheia não é coisa que se faça, mas não tinha jeito: havia comprado briga comigo. tentei explicar o quanto adorável é ser subordinada ao amor, deixar que ele tome a frente da situação, que nos conduza, mas de maneira vagarosa pra que possamos aproveitar cada momento, cada segundo mágico que nos proporciona. perceber que aquele esboço de sorriso ao reparar sua chegada já vale as duas horas enfurnado dentro daquele ônibus, que junto àquela pessoa dá-se a volta ao mundo quantas vezes se quer. Disse que amor não era se apegar à primeira pessoa que surgir, mas que se for pra acontecer, que dê licença e abra passagem, o amor tratará de apegá-los. afirmei que autoconfiança é essencial, mas que em excesso pode virar egocentrismo. Disse que o amor é o melhor da vida, porque simplesmente nos faz feliz. Gostaria de dizer o contrário, mas seria ilusão. ele não cedeu, e foi além. quis apostar comigo que teria amor quando quisesse. baixei a cabeça, recusei sua proposta e, conclusiva, me rendi. Ele inverteu os papéis. que o melhor - e por vezes mais cruel- professor , o tempo, trate de mostrá-lo que amor não é meio, é fim. Não é aposta. É recompensa.

terça-feira, 20 de julho de 2010

sonhos,


são presentes de Deus. ando ganhando bastante presentes, sendo eles bem criativos, porque ultimamente...ulalá! Há quem diga ser o primeiro passo pra atingirmos nossos objetivos, e eu assino embaixo. tudo bem, provavelmente não colocarei uma piscina na quadra de esportes de meu antigo colégio, como fiz em uma dessas madrugadas..mas tão surpreendente quanto, o meu sonho de dois dias atras, com o perdão do trocadilho, não me permite mais dormir sossegada. mas é o sonho da semana passada que me deixa confusa. Sonhar com homem é coisa banal pra qualquer mulher,basta aquela cochiladinha no horário de almoço para a gente ser transferida à uma ilha deserta com aquele gostoso da novela das oito. meu sonho seguia essa linha, mas não se tratava de uma qualquer, se tratava dele, o homem dos meus sonhos, perfeição em forma humana, interna e externamente. Dos detalhes, pouco minha memória gravou, mas seria bem possível reconhecer seu rosto a metros e metros de distância. acordei com uma sensação diferente, gostosa e angustiante ao mesmo tempo; era alegria seguida de tristeza. relutei, mas foi em vão, demorei pra admitir a mim mesma, mas era evidente que eu havia me apaixonado pelo garoto do meu sonho. não havia um lugarzinho mais fácil pra se conhecer alguém assim, do que no meu subconsciente? carreguei essa pergunta comigo por um bom tempo, e confesso que não achei resposta. mas como não sou de fugir da raia, resolvi dar início à minha saga em busca desse deus. Por ser crente dos meus sonhos, dei-me o direito de desenhá-lo conforme bem entendi: ele seria inteligente, mas não metido a esperto, apreciaria bons filmes, mas saberia exatamente o momento de assistirmos um romance. iria gostar de frequentar bons restaurantes, mas não abriria mão de uma boa roda de samba e de uma boa boate. tomaria cerveja naquele boteco sujo da esquina sem problema algum, e diria que, na minha presença, qualquer lugar se tornaria o mais luxuoso palácio. apreciaria os meus textos, e não sentiria ciúmes dos homens neles citados, pois seria conhecedor de seus encantos. gostaria de casar e ter filhos, mas não agora. se chorasse, faria o mundo estremecer, se sorrisse, estremeceria em dobro. não sei, mas scho que não estou pedindo demais! Resolvi procurar em cada ruela, esquina, padarias, açougues, locadoras, sinais de trânsito e salas de bate-papo. procurei-o em cinemas, baladas, no fundo do mar, na lua, em Vênus, Marte e Júpiter. anunciei em outdoors, jornais, estampei seu rosto em cada revista, até ofereci recompensa. mas nada, nem sinal, nem vestígio, nem fagulha. Porque o homem do meu sonho não queria se mostrar pra mim? mas veja só, ele invade a minha noite de sono, vira a minha vida ao avesso e faz eu me apaixonar por alguém que só existe quando estou em outro plano, e pelo que parece, acha isso extremamente normal. nunca achei que se esconder fosse a melhor opção. será que ele realmente existe? acho que o homem do meu sonho não é tão perfeito assim. A verdade é que o nome disso não é amor! fiz dele o homem dos meus sonhos, e eu poderia percorrer o universo inteiro, mesmo assim não o encontraria. Ninguém é dotado do poder de construir amor, amor de verdade é explícito, escancarado, sem vergonha, sem joguinho de charme, sem esconde-esconde. Quem tem amor se mostra, quem não tem, inventa. foi aí que, em vez de procurar o homem do meu sonho, comecei a procurar o homem da minha vida.